Tudo
começa em 1665, quando Daniel Dafoe
– personagem e escritor – tinha apenas 5 anos de idade. Naquela época, houve o
surto da Peste Bubônica em Londres,
fato que ficou evidentemente marcado na história não só da Europa, mas do mundo
inteiro. Após cerca de 50 anos, decide registrar tudo o que presenciou com uma
quantidade minuciosa de detalhes.
Dafoe consegue misturar a realidade com uma
ficção intrigante, que nos faz analisar e refletir sobre as atitudes do ser
humano em um estado de calamidade crítico, e perceber que em situações como
essa, vários princípios que costumamos levar para a vida são deixados de lado.
A
narrativa é muito interessante para os amantes de história com ficção, visto
que há uma boa dose de informação sobre a peste que assolou o território
europeu, tanto quanto tramas que são demonstrados ao longo do livro.
Primeiramente,
são introduzidas várias estatísticas e dados que demonstram o quão devastadora
e perigosa foi a Peste Bubônica para
os ingleses; a trama consiste no narrador, que decide por vários motivos não
abandonar sua cidade – como vários estavam fazendo – com a convicção que fora
um escolhido de Deus para sobreviver a tudo aquilo.
Com
o decorrer da narrativa, começamos a perceber o impacto que tudo aquilo causou
para os moradores. Uns enlouqueciam por causa da doença, outros se matavam por
conta da dor. A lista de acontecimentos impressionantes – e medonhos – não para
por aí, e prepare-se para imaginar as coisas terríveis que aconteceram naquela
época.
Segundo
Dafoe, o livro não é simplesmente
uma história para ficar guardada na memória das pessoas, mas também, um guia de
sobrevivência para caso algo parecido acontecesse novamente no futuro.
Com
pessoas e mais pessoas morrendo, página após página, a narrativa começa a ficar
um pouco desgastante chegando perto do final, mas nada que chegue a ser chato
ou entediante.
O
vocabulário é bem clean, sendo
considerado um ótimo livro para iniciantes na leitura.
Um
Diário do Ano da Peste não é apenas mais um título de Dafoe, mas O Título. Seguindo o mesmo estilo de narração dos outros
livros, é recomendável para pessoas que querem uma história carregada de
ilusões, sofrimentos, perseverança e esperança. Trata-se de um ótimo livro para
quem deseja conhecer um pouco mais dos acontecimentos de Londres em meados de
1660 e com certeza merece estar na sua estante.
Um Diário do Ano da Peste
Páginas: 216
Autor: Daniel Dafoe
Editora: Artes e Oficios
Antonio Emílio, 15 anos, 1º ano Eletrotécnica




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