sexta-feira, 1 de maio de 2015

Um Diário do Ano da Peste - Daniel Dafoe






Nos dias de hoje, presenciamos através de jornais e revistas muitas catástrofes relacionadas a viroses, seja uma epidemia ou até mesmo uma nova doença diagnosticada. E é com ‘’ Um Diário do Ano da Peste ‘’ que conseguimos entender como era isso tudo antes da era da tecnologia.
Tudo começa em 1665, quando Daniel Dafoe – personagem e escritor – tinha apenas 5 anos de idade. Naquela época, houve o surto da Peste Bubônica em Londres, fato que ficou evidentemente marcado na história não só da Europa, mas do mundo inteiro. Após cerca de 50 anos, decide registrar tudo o que presenciou com uma quantidade minuciosa de detalhes.
Dafoe consegue misturar a realidade com uma ficção intrigante, que nos faz analisar e refletir sobre as atitudes do ser humano em um estado de calamidade crítico, e perceber que em situações como essa, vários princípios que costumamos levar para a vida são deixados de lado.
A narrativa é muito interessante para os amantes de história com ficção, visto que há uma boa dose de informação sobre a peste que assolou o território europeu, tanto quanto tramas que são demonstrados ao longo do livro.
Primeiramente, são introduzidas várias estatísticas e dados que demonstram o quão devastadora e perigosa foi a Peste Bubônica para os ingleses; a trama consiste no narrador, que decide por vários motivos não abandonar sua cidade – como vários estavam fazendo – com a convicção que fora um escolhido de Deus para sobreviver a tudo aquilo.
Com o decorrer da narrativa, começamos a perceber o impacto que tudo aquilo causou para os moradores. Uns enlouqueciam por causa da doença, outros se matavam por conta da dor. A lista de acontecimentos impressionantes – e medonhos – não para por aí, e prepare-se para imaginar as coisas terríveis que aconteceram naquela época.
Segundo Dafoe, o livro não é simplesmente uma história para ficar guardada na memória das pessoas, mas também, um guia de sobrevivência para caso algo parecido acontecesse novamente no futuro.
Com pessoas e mais pessoas morrendo, página após página, a narrativa começa a ficar um pouco desgastante chegando perto do final, mas nada que chegue a ser chato ou entediante.
O vocabulário é bem clean, sendo considerado um ótimo livro para iniciantes na leitura.

Um Diário do Ano da Peste não é apenas mais um título de Dafoe, mas O Título. Seguindo o mesmo estilo de narração dos outros livros, é recomendável para pessoas que querem uma história carregada de ilusões, sofrimentos, perseverança e esperança. Trata-se de um ótimo livro para quem deseja conhecer um pouco mais dos acontecimentos de Londres em meados de 1660 e com certeza merece estar na sua estante.


Um Diário do Ano da Peste
Páginas: 216
Autor: Daniel Dafoe
Editora: Artes e Oficios


Antonio Emílio, 15 anos, 1º ano Eletrotécnica

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